
03/09/2019
A Flórida decretou estado de emergência na última quarta-feira (28) enquanto aguarda o furacão Dorian, que deve chegar ao leste do estado na tarde de domingo (1º) depois de passar perto do norte das Bahamas no sábado (31).
Especialistas alertam que o furacão pode vir a ser classificado como de grau 3, um "furacão poderoso", quando chegar à Flórida, com ventos de mais de 178km/h. Na quarta-feira (28), quando passou pelas ilhas do nordeste do Caribe, era classificado como grau 1. O furacão Maria, que atingiu Porto Rico em 2017, era classificado como grau 4.
Dennis Feltgen, meteorologista do Centro de Furacões em Miami, disse que Dorian se fortaleceria e poderia atingir qualquer lugar do sul da Flórida à Carolina do Sul.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, pediu no Twitter que os moradores da costa leste estocassem pelo menos sete dias de suprimentos, preparassem suas casas e seguissem a rota do furacão.
Os governos dos condados da costa leste do estado distribuíram sacos de areia, e os moradores foram às pressas a armazéns varejistas para estocar água, alimentos enlatados e suprimentos de emergência.
A Guarda Costeira dos EUA alertou que todos os barcos no porto de Key West, na Flórida, devem procurar um porto seguro antes do início do fim de semana, que é seguido pelo feriado do dia do trabalho (2). Embarcações também devem deixar o porto antes da chegada de Dorian.
Uma base da Força Aérea americana em Cape Canaveral, lar do maior espaçoporto dos Estados Unidos, entrou nos estágios iniciais dos preparativos para furacões na quarta-feira (28).
O furacão passou por Porto Rico e pelas Ilhas Virgens dos Estados Unidos sem causar grandes estragos, apesar de alguns cortes de energias e inundações.
Em Bayamón, em Porto Rico, um idoso de 80 anos morreu na quarta-feira (28) depois que caiu tentando subir no telhado para limpá-lo de detritos antes da tempestade.
A ilha, um território americano não incorporado, ainda se recupera do furacão Maria, que atingiu o lugar há dois anos e matou mais de 4,6 mil pessoas. Os 3,2 milhões de habitantes também dependem de uma rede elétrica instável, ainda propensa a interrupções desde que foi destruída pelo furacão de 2017.
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