
20/08/2019
Ela se chamava Okjökull, mas em 2014 foi declarada ´morta´. Desde então, passou a ser conhecida apenas como Ok, a primeira geleira da Islândia a perder esse status, porque derreteu. Neste domingo (18), o local onde ela ficava ganha uma placa para relembrar o que em 1901 era uma massa compacta de gelo ocupando cerca de 38 km², mas, em 1º de agosto de 2019, tinha menos de 1 km².
Além de relembrar o passado, a placa contém ainda um alerta para o futuro e uma explicação às próximas gerações: "Okjökull é a primeira geleira islandesa a perder seu status de geleira. ´Nos próximos 200 anos todas as nossas geleiras devem seguir o mesmo caminho. Esse monumento atesta que nós sabemos o que está acontecendo e o que deve ser feito. Só vocês sabem se fizemos o que deveria ter sido feito", diz a placa.
Abaixo, consta ainda a data de agosto de 2019 e o termo "415 ppm CO²", uma referência a uma marca histórica de emissão de 415 partes por milhão de dióxido de carbono emitidas na atmosfera, que a humanidade atingiu pela primeira em maio deste ano.
Entre outros motivos, a emissão de dióxido de carbono é um dos principais agentes por trás do aquecimento global registrado nas últimas décadas e que ainda não foi controlado, segundo os especialistas.
Na semana passada, o relatório "Estado do Clima 2018" mostrou que, no ano passado, a emissão de gases de efeito estufa bateu novo recorde.
A homenagem foi idealizada por um grupo de pesquisadores da Universidade Rice de Houston, nos Estados Unidos, junto com o escritor Andri Snær Magnason e o geólogo Oddur Sigurðsson, o especialista em geleiras que declarou a morte de Ok, em 2014.
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