
15/08/2019
O caso de Chernobyl, que este ano virou série de sucesso mundial, foi um marco como o maior desastre nuclear da História. O que poucos sabem é que o Rio tem perigos que, mesmo em escala menor e encobertos por belezas naturais, ameaçam a vida e a saúde de moradores e turistas. Em Tanguá, a sedutora Lagoa Azul, que se formou no antigo terreno de uma mineradora, atrai visitantes, e quase todos que se banham em suas águas ignoram que ali houve uma intensa extração de metais de potencial tóxico. Na Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, uma área de 19 milhões de metros quadrados e cerca de quatro mil moradores permanece, 30 anos depois, sob o efeito do temido pó de broca. E, em Volta Redonda, a população de bairros da periferia convive com uma nuvem de resíduos industriais que vêm da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
A história da Cidade dos Meninos não se esgotou nos anos 1940. Depois da remoção de algumas famílias e do isolamento de parte do terreno em 2001, a população nos arredores cresceu para áreas de foco secundário de contaminação. Há até invasões. Se no passado viviam ali não mais do que 400 famílias — ou cerca de 1.600 pessoas —, hoje a estimativa é de que sejam pelo menos 4 mil moradores.
O professor Tácio Campos, de engenharia civil e ambiental da PUC, que acompanhou as tentativas de descontaminação nos anos 1990, lembra que a primeira medida do poder público foi jogar cal sobre o pó de broca, provocando uma reação química que agravou a situação.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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