
08/08/2019
Pelo menos duas pessoas já se feriram, ainda que levemente, ao esbarrarem em vergalhões de uma rampa de acesso à Praia de São Conrado que desabou durante a ressaca de 2016, a mesma que fez ruir um trecho da Ciclovia Tim Maia causando a morte de duas pessoas. Até hoje, a rampa permanece na areia da praia e fica exposta em períodos de ressaca como o dos últimos dias. Um dos fundadores do grupo Salvemos São Conrado, Marcelo Farias, contou que viu os vergalhões à mostra na segunda-feira. Nesta terça-feira, ele uniu uma equipe de voluntários para cortar os vergalhões.
— Isso é um perigo enorme para os banhistas e para quem simplesmente passa por aqui. Quando os vergalhões começaram a ficar expostos apenas uma pontinha deles aparecia na areia. Conheço uma pessoa que se feriu pisando. Teve um arranhão na perna. Este trecho virou um depósito de restos de uma rampa que caiu há três anos. Por causa do que aconteceu com a ciclovia, isto aqui acabou sendo esquecido. Ainda bem que conseguimos um voluntário que trouxe uma maquita. Na primeira fase dos trabalhos retiramos vergalhões sem o equipamento. E são muitos. Não vamos ficar de braços cruzados esperando por ajuda – comentou Farias.
A preocupação do grupo aumentou porque espera-se para sábado que vem a ocorrência de uma maré de sizígia (quando as forças gravitacionais do sol e da lua ficam na mesma direção com a variação das luas nova e cheia), o que poderá fazer aumentar ainda mais os efeitos da ressaca.
— A previsão aponta para que a maré de sizígia atinja o litoral no sábado. Isso vai fazer com que aconteça um período de ondas grandes de 19 segundos entre elas. É preciso que se faça alguma coisa rapidamente — alertou o autônomo Cristiano Monteiro, que costuma surfar em São Conrado, dizendo que as ondas podem acertar ainda mais a estrutura do calçadão.
Por meio de nota, a Secretaria municipal de Conservação informou que enviaria técnicos no local para a retirada dos vergalhões ainda nesta terça-feira.
Outro problema apontado por Marcelo Farias, do grupo Salvemos São Conrado diz respeito ao trecho da ciclovia que desabou em abril próximo à praia e que até hoje está depositado sobre pedras do Costão da Avenida Niemeyer.
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