
30/07/2019
Há seis meses, a jovem e outras milhares de pessoas que vivem às margens do rio viram as águas se tornarem impróprias para qualquer tipo de uso ao mesmo tempo em que eram tingidas pelo rejeito de minério despejado no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Edna mora em um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), instalado em São Joaquim de Bicas, município vizinho ao local da tragédia. Sem conseguir emprego na região, ela e o marido viviam da pesca.
“Na época, quando a gente veio para cá, a gente via o rio como uma forma de rendimento para a nossa família, a gente pescava, vendia os peixes, aproveitava o rio até mesmo para lazer. Nós gostávamos até de dar uns ‘tchibuns’ na água, de nadar. Então, a nossa forma de sobrevivência aqui mais era o rio mesmo. A gente gostava demais do rio”, diz.
Segundo Edna, foi com a tragédia, contraditoriamente, que o companheiro conseguiu um serviço. Agora, ele trabalha instalando cerca em volta do rio, que era responsável por 30% do abastecimento da Grande BH. A captação de água no Paraopeba foi inaugurada pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em dezembro de 2015, como uma ação para solucionar a crise hídrica que a região enfrentava naquele momento.
Seis meses após o desastre, as orientações sobre a suspensão do uso da água permanecem inalteradas. A Copasa afirma que a Região Metropolitana não corre risco de desabastecimento, mas não descarta a adoção de medidas como racionamento e rodízio a partir do ano que vem. As obras de um novo ponto de captação no rio, acima da área afetada, devem ser inauguradas em setembro do ano que vem, segundo a companhia. Em nota, a Vale disse que vem mantendo reuniões periódicas com a concessionária e demais autoridades para discutir as medidas necessárias à continuidade do abastecimento nos municípios afetados pelo rompimento da barragem.
Atualmente, segundo ela, há 14 pontos de monitoramento das águas mantidos pelo instituto, dos quais sete já eram inspecionados pelo órgão antes da tragédia, sendo possível fazer uma avaliação mais efetiva da situação do rio anterior e posterior ao desastre.
Leia a matéria no G1i
Onças, gatos-do-mato e até filhotes roubam a cena em monitoramento no Parque Nacional de Itatiaia; vídeo
28/07/2026
O que é biodiversidade?
28/07/2026
Fazendeiro é condenado a recuperar área desmatada e pagar R$ 11,9 mil por danos ambientais em MG
28/07/2026
Protect Paradise já reciclou 7,5 toneladas de plástico em Noronha
28/07/2026
Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero
28/07/2026
Número de espécies exóticas de moluscos no Brasil aumenta 215% em 15 anos
28/07/2026
