UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Fruto da palmeira juçara vira fonte de renda e preservação da Mata Atlântica em SP

30/07/2019

A palmeira juçara é nativa da Mata Atlântica, conhecida pelo palmito de boa qualidade. O problema é que é preciso derrubar a árvore para retirar o produto, e a exploração sem planejamento colocou a espécie em risco.
Para utilizar a planta de uma maneira mais sustentável, uma comunidade de agricultores do Vale do Paraíba, em São Paulo, está retirando os frutos da juçara em vez de retirar o palmito.
No bairro rural de Ubatumirim, no município de Ubatuba, a região tem muita concentração da planta. O líder comunitário Jorge Alves Júnior calcula que na região há pelos menos 400 palmeiras juçaras por hectare, talvez a maior concentração dessa planta em toda a Mata Atlântica.
Júnior explica que a grande quantidade se explica pelo uso que o caiçara faz da planta ao longo dos séculos e que ajuda a preservar a mata. A comunidade é uma das que estão dentro no Parque Estadual da Serra do Mar, o maior corredor biológico da Mata Atlântica brasileira.
O cenário não se repete em outros lugares, tanto que a palmeira juçara é uma espécie em extinção. O problema é que, para tirar o palmito, é preciso matar a planta, já que se trata de uma palmeira de caule único.
O Projeto Juçara, desenvolvido durante 10 anos pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (Ipema), valorizou o fruto da palmeiras, o coquinho, no lugar do palmito, garantindo a preservação da palmeira mata adentro.
“Eles [Projeto Juçara] sabem como manejar a juçara, para manter as matrizes, e, por outro lado, isso traz uma geração de renda para a própria comunidade. E a floresta fica em pé”, explica a gestora de núcleo do Parque Estadual da Serra do Mar, Camila de Oliveira.
A engenheira florestal do Ipema Cristiana Reis é uma das responsáveis por essa iniciativa que introduziu um manejo mais amigável no uso da palmeira. Ela explica que a garantia de renda por meio do coquinho foi fundamental para a longevidade do projeto.
"Ela [juçara] se sobressaiu diante das outras espécies por ser uma espécie que gerava uma renda imediata", reforça.
O coquinho da juçara é parecido com o açaí, é difícil diferenciar a polpa de um e do outro. Por causa desse “parentesco”, ele está sendo chamado de “açaí da Mata Atlântica”.
Ambas gostam muito de chuva, uma característica de Ubatuba. Quem frequenta conhece o apelido da cidade: "Ubachuva".

Saiba mais no G1 / Globo Rural

Novidades

Onças, gatos-do-mato e até filhotes roubam a cena em monitoramento no Parque Nacional de Itatiaia; vídeo

28/07/2026

O Parque Nacional do Itatiaia virou cenário de uma série de flagrantes da vida selvagem. Entre fever...

Fazendeiro é condenado a recuperar área desmatada e pagar R$ 11,9 mil por danos ambientais em MG

28/07/2026

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de um fazendeiro de Nepomuceno (MG...

Protect Paradise já reciclou 7,5 toneladas de plástico em Noronha

28/07/2026

O Projeto Protect Paradise, iniciativa da Green Mining que atua na redução do impacto ambiental do p...

Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero

28/07/2026

Neste mês, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou a maior queda nos alertas de ...

Número de espécies exóticas de moluscos no Brasil aumenta 215% em 15 anos

28/07/2026

O número de espécies exóticas (não nativas) de moluscos encontradas no Brasil aumentou de 26 para 82...