
30/07/2019
Apaixonada por natureza, Andrezza Ramos, ex-bolsista da CAPES, é graduada e doutorada em Química pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Sua pesquisa de doutorado apresenta os benefícios de um fruto amazônico no combate ao diabetes e foi publicada no periódico do Instituto Canadense de Ciência e Tecnologia de Alimentos (CIFST), em maio deste ano.
Conhecida popularmente como cambuí, a pedra-ume caá tem propriedades antioxidantes e antiglicantes, que ajudam no controle da hipoglicemia. A tese, cujo tema é ‘Frutos não convencionais amazônicos: descrição química e propriedades antioxidantes e antiglicantes’, teve o apoio do grupo de pesquisa do Núcleo de Estudos Químicos de Micromoléculas da Amazônia (Nequima), da UFAM.
Fale um pouco sobre o seu projeto de pesquisa e seu objetivo.
Meu projeto de doutorado teve como objetivo principal estudar a composição química de frutos da família Myrtaceae, mesma família das goiabeiras (Psidium spp), das pitangas (Eugenia spp) e das cerejas (Myrcia spp), ocorrentes no bioma da Amazônia, empregando técnicas de identificação de estruturas químicas como a espectrometria de massas e espectroscopia. Também procurei avaliar os potenciais antioxidantes, antiglicantes e citotóxicos desses frutos.
Como foi a descoberta do fruto amazônico?
Ocorreu durante uma visita à EMBRAPA, quando coletávamos outras espécies. Me interessei por estes frutos, pois suas folhas já apresentam atividade hipoglicemiante, ou seja, reduzem os níveis de açúcar no sangue. Assim, decidi descobrir se os frutos poderiam apresentar a mesma capacidade.
Meu interesse, desde sempre, era mostrar o valor dos frutos amazônicos chamados de exóticos, ou não convencionais, ou seja: frutos desconhecidos e negligenciados. Estudei frutos no mestrado e, agora, no doutorado.
Leia a entrevista completa no site da Capes
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