
25/07/2019
O Ministério da Agricultura francês publicou neste mês de julho suas previsões sobre a produção de vinho na França para 2019. Segundo as estimativas, a produção deste ano terá uma baixa de 6 a 13% em relação a 2018. O principal fator desta possível queda de produção são as condições climáticas, principalmente as geadas e as ondas de calor.
Neste verão de 2019, a França já enfrenta a sua segunda canícula, ou seja, calores extremos que afetam diretamente a agricultura e a saúde da população. De acordo com esta previsão, a produção de vinho deste ano deve ficar entre 42,8 e 46,4 milhões de hectolitros, sendo que 1 hectolitro são cem litros.
A França produz cerca de 17% de todo o vinho do planeta e 30% de sua produção é destinada à exportação. Países como Estados Unidos, China e Brasil são grandes compradores. A exportação de vinhos gera 8,9 bilhões de euros à França por ano, sendo o vinho o segundo produto mais exportado pelo país. Os dados são da organização Vinho e Sociedade.
Para Eric Tesson, diretor da Confederação Nacional de Produtores de Vinho (CNAOC, na sigla em francês), as estimativas de julho não preocupam porque se tratam justamente de previsões. Ele não quis comentar as estimativas, mas disse que as influências climáticas sobre a produção variam muito segundo a região e "não influenciam o mercado de maneira global".
Jean-Marie Fabre, presidente dos viticultores independentes da França, também acha cedo para fazer previsões, mas já se prepara para um ano difícil.
RFI - As condições climáticas podem colocar a colheita em risco este ano?
JMF - Eu diria que é um ano em que, mais uma vez, os imprevistos climáticos condicionam a produção agrícola e vinícola, sem dúvida. Os imprevistos foram numerosos: para começar, os episódios de geada em pleno mês de junho, que foram marcantes em algumas zonas. Houve também geada de primavera em algumas vinícolas, particularmente no Vale do Loire. E depois as fortes ondas de calor no fim do mês de junho que impactaram bastante as vinícolas da região mediterrânea, entre outras. Esta seca que a gente vive agora e deve continuar pelos próximos três meses deve provocar um nível de colheita mais baixo que no ano anterior.
A entrevista completa pode ser lida no G1
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