
16/07/2019
Não é de hoje que a quantidade de pombos espalhados em áreas urbanas chama a atenção e, na maioria das vezes, é indesejada. Como a ave não tem predador natural e é de fácil adaptação, sua população cresce rapidamente, e Niterói não foge à regra. Mas há quem perceba que, de uns tempo para cá, parece que eles se multiplicaram em praças, calçadas e na areia da praia.
— Está ficando insuportável. Vários lugares estão com bandos de pombos, e há muitas casas com pombais no telhado. Até na Praia de Camboinhas os pombos não dão sossego — diz Leonardo Silva, morador de Icaraí. — E ainda tem morador que dá comida.
De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento da população de pombos se tornou um problema de saúde, já que eles podem causar doenças graves; algumas levam à morte se não tratadas devidamente. A mais conhecida delas é a meningite , mas também estão nessa lista salmonelose, criptococose, histoplasmose e ornitose.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Fundação Municipal de Saúde, diz que, por ano, recebe cerca de 50 reclamações relacionadas a problemas com pombos. Nesses casos, o procedimento padrão é enviar equipes para avaliar a situação para que as devidas providências sejam tomadas. A principal orientação para evitar que as aves proliferem é não alimentá-las. Também não é recomendado deixar expostos lixo e restos de comida. É indicado ainda manter os alimentos dos pets em local de difícil acesso, e utilizar telas em portas e janelas para impedir o trânsito das aves dentro das residências. Telhados e calhas, onde os pombos costumam se alojar ou fazer ninhos, devem ser vedados.
Questionada sobre métodos para barrar o crescimento da população de pombos, a prefeitura informou que realiza estudos em parceria com o Laboratório de Vigilância em Saúde da UFF com o propósito de conhecer o problema e buscar soluções de curto, médio e longo prazos. O município disse também que promove ações educativas, distribuindo material informativo sobre como evitar a proliferação do animal, com objetivo de minimizar o risco de ocorrência de agravos à saúde humana.
Reclamações sobre o tema devem ser feitas ao CCZ por meio do telefone 2625-8441.
Fonte: O Globo
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