
16/07/2019
A França tenta recuperar o atraso na reciclagem de lixo em relação aos vizinhos europeus, e lançou uma guerra contra os plásticos. Uma série de medidas contra o desperdício e para estimular a economia circular foi apresentada pelo governo. Os produtos plásticos de uso único serão proibidos em 2020, as fabricantes terão de pagar mais pelo lixo que colocam no mercado e o princípio do retorno das garrafas será restaurado – não as de vidro, como no passado, mas sim as de plástico.
As garrafas descartáveis, por exemplo, devem custar alguns centavos a mais, que poderão ser devolvidos se a embalagem vazia for entregue para a reciclagem. A medida visa cumprir a meta europeia de reciclar 90% das garrafas.
Na organização ambiental "France Nature Environnement", a encarregada de questões institucionais Morgane Piederrière comemora a medida, mas acha que a França pode ir além e estimular melhor a reutilização dos recursos.
“Milhares de garrafas plásticas são jogadas fora nos cafés, hotéis e restaurantes. Em vez de descartá-las, os caminhões que entregam essas garrafas poderiam partir com elas vazias e lavá-las para um centro de reutilização”, explica Morgane.
“Desta forma, poderíamos preservar muito os recursos, porque a reciclagem tem limites: não se pode reciclar para sempre um produto.”
Para ela, esse princípio se aplica não só para as garrafas, como a uma infinidade de produtos que, atualmente, acabam no lixo por falta de alternativa de conserto. Quem visita pela primeira vez a Europa costuma se surpreender com a quantidade de lixo incomum nas ruas, como impressoras, televisores, colchões ou móveis.
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