
16/07/2019
A Noruega detectou um nível de radiação 800 mil vezes maior do que o normal no naufrágio de um submarino militar russo. A embarcação da era soviética afundou no Mar da Noruega em 1989, quando um incêndio a bordo matou 42 marinheiros.
A análise da equipe norueguesa mostrou césio radioativo vazando de um tubo de ventilação no submarino, chamado Komsomolets. Segundo a pesquisadora Hilde Elise Heldal, o problema não é alarmante por ora, já que as águas do ártico rapidamente diluem o material radioativo.
O Komsomolets também está localizado em uma região muito profunda do mar, a 1.680m de profundidade, e há poucos peixes na área, diz Heldal.
Conhecido também como K-278 na Rússia, o submarino afundou carregando dois torpedos nucleares com ogivas de plutônio.
Sua parte frontal tem seis tubos de torpedo, e o submarino também era capaz de lançar mísseis de longo alcance.
Curiosamente, o achado do submarino ocorre apenas uma semana depois que um incêndio atingiu um submarino nuclear russo no Mar de Barents, matando 14 oficiais navais.
Neste caso, os sobreviventes conseguiram levar o submergível de volta para sua base no Ártico.
O submarino naufragado em 1989 teve um problema no reator antes de afundar. Quando o fogo começou em um dos compartimentos, o reator de água pressurizada do K-278 desligou rapidamente, segundo a agência de Segurança Nuclear do governo norueguês.
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