
11/07/2019
Logo no começo da caminhada pelo Sítio Roberto Burle Marx , em Barra de Guaratiba , uma imensa Figueira da Índia chama o visitante à contemplação. A árvore foi uma das primeiras cultivadas no lugar, depois que o paisagista comprou o terreno e passou a tirar a plantação de bananas que lá havia. Suas raízes, que serpenteiam pelo gramado ao redor e se espalham por um raio de mais de cinco metros, já mataram uma pau-rei e ameaçam uma pau-ferro, que fica ao lado. Com 407 mil metros quadrados, hoje o espaço reúne uma coleção botânico-paisagística com mais de 3,5 mil espécies de plantas tropicais.
Essa preciosidade paisagística e arquitetônica será colocada à prova. Depois de Paraty e llha Grande , na Costa Verde, ganharem o título de Patrimônio Cultural e Natural Mundial da Unesco , em cerca de dois meses uma botânica ligada ao Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), órgão que assessora a Unesco, estará no Rio para a análise final da candidatura do Sítio Roberto Burle Marx a Patrimônio Cultural Mundial . A venezuelana Maria Eugênia Batti, que foi a especialista responsável pela avaliação da candidatura vencedora do Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), chegará ao Rio na primeira semana de setembro.
Maria Eugênia tem a missão de fazer a avaliação técnica do sítio, que é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro desde 1985.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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