
09/07/2019
Sempre presentes nas águas do sistema lagunar de Jacarepaguá, este ano as gigogas, indício de grave poluição da água, tornaram-se mais numerosas e têm ido parar até na praia. Segundo biólogos, além da falta de freio no despejo de esgoto in natura, o motivo é a precariedade da ecobarreira da Lagoa da Tijuca.
Biólogo e morador do bairro, Mário Moscatelli chama a atenção para as ilhas de gigogas que se formaram na Lagoa de Jacarepaguá recentemente. Ele afirma ainda que a espécie está se reproduzindo em outras lagoas, canais e rios da região e tem aparecido em maior número.
— A gigogas nada mais são do que um indicador biológico de que a água está sobrecarregada de nutrientes provenientes do esgoto. A ecobarreira da Lagoa da Tijuca foi instalada ali na época dos Jogos Olímpicos de 2016 como um quebra-galho, mas acabou se tornando permanente. Ela retinha parte das gigogas.
Também biólogo, Marcello Mello calcula que a ecobarreira se rompeu há quatro ou cinco meses. Morador da Ilha da Gigoia, ele diz que a navegabilidade na lagoa está prejudicada e que as plantas causam doenças:
— Há um surto de chicungunha na Gigoia, além de outras doenças transmitidas por mosquitos.
Leia a matéria na íntegra em O Globo
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