
04/07/2019
Após sete meses de uso sem qualquer tipo de controle, os cariocas acordaram na manhã desta quarta-feira com um decreto municipal de regulamentação das patinetes elétricas . As medidas vinham sendo cobradas por uma parcela da população após muitos registros de acidente. As mudanças valem tanto para as empresas operadoras do serviço quanto para os usuários, que devem ficar atentos as novas leis ou podem acabar respondendo um processo civil, penal ou administrativo. A novidade pegou muitos adeptos do transporte de surpresa e gerou uma mistura de alívio e questionamentos.
Ao alugar o equipamento, o custo de locação incluirá um seguro de responsabilidade civil e essa informação será repassada ao usuário.
— Se não pudermos andar pelas calçadas e nem por ruas com carros, o que fazemos com os patinetes? Ciclovias são uma espécie em extinção na cidade — criticou o universitário Jobson Araujo.
A medida publicada hoje, na realidade, proíbe a circulação das patinetes em vias que o tráfego de veículos automotores tenha velocidade permitida acima de 40km/h.
— O jeito em que as pessoas vem dirigindo é inadmissível. O pedestre estava sendo amassado nas calçadas, sem espaço e segurança. Agora com fiscalização as coisas vão ficar mais tranquilas e boas, acho que para todos — relata a aposentada Ilza Garcia.
O hospital Copa D´Or já alcançou a marca de 400 atendimentos este ano referentes a acidentes com as patinetes.
Com as alterações implementadas uma das maiores reclamações dos cariocas pode ser solucionada: onde deixar as patinetes ao fim de uma viagem. De acordo com a nova regra, as scooters só podem ser deixadas em calçadas com largura igual ou superior a dois metros e meio - além de ficarem a, no máximo, um metro do meio fio.
— Na teoria, eu apoio essas medidas. Não pode continuar sendo a bagunça que estava. So que a cidade precisa de estrutura, o que não existe — lamenta o comerciante Matheus Louteiro.
Ao longo da orla de Copacabana, na Zona Sul, patinetes, bicicletas e corredores disputam espaço. Com a regulamentação, os usuários poderão utilizar as scooters na Avenida Atlântica aos finais de semana - quando o acesso é restrito para lazer. O surfista Caio Balal demonstrou entusiasmo com a ideia:
— Algumas das iniciativas são positivas. Se na prática vai ser também, vamos ter que esperar para saber. Fiquei animado com a notícia.
No Centro, na esquina da Rua do Carmo com a Rua do Rosário, Filipe Vieira dos Santos, 38 anos, gerente de tecnologia terminava a viagem com a patinete da Yellow, uma das empresas que oferece o serviço na cidade. A visão dele é pessimista quanto as mudanças.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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