
02/07/2019
A coloração roxa e o forte cheiro da água do córrego Caputera impressionaram e também preocuparam os moradores da Vila Japão, em Itaquaquecetuba, na manhã deste sábado (29).
Eles acreditam que, aos finais de semana, alguma empresa da região faça o descarte de composto químico na água, mas foi a primeira vez que ocorreu com tanta intensidade. Técnicos da Prefeitura de Itaquaquecetuba estiveram no local e devem retornar na segunda-feira (1º).
Há 40 anos, a enfermeira Jandira Vieira Fernandes mora próximo ao córrego Caputera. Ela conta que, há pelo menos cinco anos, aos finais de semana, há manchas na água e um cheiro de produto químico. No entanto, neste sábado a situação intensificou.
"O cheiro está tão gritante, irritante, que a gente buscou a ajuda de uma vereadora. Ela foi atrás de onde estavam sendo jogados os dejetos, mas não encontrou. A cor da água nunca tinha ficado tão forte, e esse cheiro de amônia que prejudica demais a gente. Quem tem problema respiratório aqui sofre com essa situação", conta a moradora.
A moradora acredita ainda que o despejo do material no córrego ocorra sempre aos finais de semana ou só após às 19h nos dias de semana porque os órgãos de fiscalização já encerraram o expediente.
"Antes tínhamos peixes aqui. Era possível ver vários deles nadando, agora o córrego já morreu. A gente teme muito pela nossa saúde e também pela do meio ambiente", ressalta a enfermeira.
A vereadora Adriana Aparecida Felix esteve no local durante o sábado. Segundo ela, no começo do dia a água estava roxa, mas já no final da tarde de sábado, a coloração havia mudado para preta.
"O cheiro ainda é bastante forte por lá. Esse córrego vem de Arujá e desagua no Rio Tietê, em Itaquaquecetuba, e afeta os moradores dos jardins Nascente, Carolina, Maragogipe e Viana, além das vilas São Carlos e Japão", explicou a vereadora.
Quando foi informada da situação, a parlamentar acionou a Prefeitura de Itaquaquecetuba, que enviou técnicos da Defesa Civil e do setor de Fiscalização de Posturas.
Em nota, a Prefeitura informou que a Defesa Civil avaliou a situação no local e colheu uma amostra da água. "Na segunda-feira, as equipes da fiscalização, Defesa Civil e Meio Ambiente vão verificar qual a empresa está lançando o material, eles tentaram fazer isso ontem, mas as empresas estão fechadas. A Cetesb também é esperada", destacou a nota enviada ao G1.
A reportagem questionou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sobre a situação do córrego Caputera, que explicou na segunda-feira (1º) que "realizou nova vistoria no local nesta segunda-feira (01) e continuará as ações de fiscalizações para identificar a fonte de lançamento de efluentes."
Fonte: G1
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