
27/06/2019
O número de garis comunitários nas comunidades do Rio diminuiu nos últimos anos. O projeto, que é uma parceria entre a Comlurb e as associações de moradores, já chegou a ter 2.192 pessoas contratadas, mas funciona atualmente com cerca de 630.
Entre 2009 e 2018, os investimentos caíram 66%, de quase R$ 45 milhões para cerca de R$ 15 milhões. Em 2019, o gasto previsto é de R$ 7 milhões, menos da metade de 2018.
Em toda a cidade do Rio, 28 contratos de coleta de lixo pelos garis comunitários serão encerrados. Entre eles, o responsável pela limpeza da Rocinha, na Zona Sul.
No Santa Marta, em Botafogo, o serviço não é feito desde 2008, quando a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) chegou na comunidade. Apesar da Comlurb ter assumido a limpeza da região, moradores reclamaram que apenas 5% da comunidade é limpa. No Vidigal, na Zona Sul, também há preocupação quanto a limpeza.
“Faz muita falta aqui. O gari comunitário conhece a comunidade como ninguém”, contou Elias Duarte, guia de turismo.
A Comlurb informou que vem substituindo garis comunitários por concursados para atender um pedido do Ministério Público do Trabalho. A companhia reforça que atende todas as favelas da cidade diariamente, e que a mudança não causa prejuízo à limpeza.
Fonte: G1
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