
27/06/2019
A elefanta Guida, uma das primeiras moradoras do primeiro Santuário de Elefantes da América Latina, localizado em Chapada dos Guimarães, a 65 de km de Cuiabá, morreu na noite da última segunda-feira (24). O anúncio foi feito pelo santuário nessa terça-feira (25).
A causa da morte é desconhecida e está sendo investigada, os resultados dos exames serão divulgados.
Guida foi encontrada com dificuldade de locomoção em uma trilha e morreu ´de forma silenciosa´ durante o resgate. Ela tinha entre 46 a 47 anos.
Guida e Maia, outra elefanta, foram os primeiros elefantes do santuário e chegaram em Mato Grosso em outubro de 2016. Elas eram atrações em shows de circos na Ásia, foram resgatadas e estavam vivendo em um pequeno sítio em Minas Gerais antes de serem levadas ao santuário em Mato Grosso.
Em uma postagem em rede social, os diretores do santuário lamentaram a morte do animal.
Para os diretores, as outras duas ´moradoras´ do santuário, Maia e Rana, demonstraram sinais claros de que haviam entendido a perda de Guida.
Os funcionários tentaram tirar o animal do local de onde estava presa mas, o corpo de Guia demonstrava estar exausto e as pernas entortavam ao tentar andar.
Uma retroescavadeira foi usada para tentar ajudá-la e Guida conseguiu dar uns passos. Ela se deitou e não se levantou mais.
“Aplicamos soro intravenoso, a medicamos, tiramos amostras de sangue com a esperança de que descansasse um pouco. Mas após algum tempo, sua respiração começou a oscilar até que simplesmente parou de respirar. Ela se foi silenciosamente e em paz. Não esperávamos que ela se fosse”, lamentou a instituição.
Não se sabe ao certo a idade de Guida e Maia, já que foram sequestradas ainda filhotes na Tailândia e trazidas do país asiático para o Brasil a fim de trabalharem em circos.
Quando elas estavam vindo para Mato Grosso, estima-se que Maia tinha 44 anos e Guida, 42. Normalmente, na natureza, um elefante vive em média 70 anos e, em cativeiro, 35 anos.
Rana é a terceira moradora do santuário e chegou ao local em dezembro de 2018. Assim como Guida e Maia, ela resgatada de um circo e vivia em um zoológico em Sergipe.
Saiba mais sobre o santuário lendo a reportagem no G1
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