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No Pantanal, ambientalistas e fazendeiros se unem para proteger onça-pintada

25/06/2019

No Brasil, em Mato Grosso do Sul, ambientalistas e fazendeiros estão se unindo para proteger o maior felino das Américas: a onça pintada, que está ameaçada de extinção.
Disparos? Só para conseguir a melhor foto. Numa fazenda em Miranda, em cinco anos, aumentou em 120% o número de visitantes que vão observar onças pintadas. E nove em cada dez turistas conseguem ver a rainha do Pantanal.
Esse turismo movimenta mais de R$ 22 milhões por ano no Pantanal, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dinheiro que gera emprego e financia pesquisas.
Em agosto de 2018, um filhote de onça pintada apareceu cambaleante no pátio de uma escola às margens do Rio Paraguai. Os pesquisadores resgataram a onça e a levaram para a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Era pele e osso.
“Houve a dispersão da mãe e esse animal não estava conseguindo caçar em vida livre”, explicou o veterinário Gedielson Araújo, da UFMS.
O tranquilizante é para acalmar o bicho. Os olhos e ouvidos protegidos para o bicho não despertar. Hora da pesagem
“São 73,7 quilos. E aí? E aí que para um cara que estava com 35 quilos, ele mais que dobrou o peso”.
E ganhou um chip de identificação.
Foi um semestre em tratamento intensivo e diversos exames, mas antes de ser solta no Pantanal, ela vai ficar num lugar especial para se acostumar ao ambiente.
“Em princípio a gente coloca uma capivara jovem. Se ele aprender a caçar e saber que aquilo é comida, a gente aumenta o grau de dificuldade”, explicou a bióloga Lilian Rampim, coordenadora do projeto Onçafari.
Na natureza, a onça pintada fica até um ano e meio com os filhotes. É quando ela ensina as crias a caçar. Agora, quando esses filhotes crescem em cativeiro, longe da mãe, não aprendem a se virar sozinhos. Então esse é o desafio dos pesquisadores: despertar nas onças inexperientes o instinto selvagem.
Para isso, foi construído um recinto. As cercas têm quatro metros e meio de altura, ninguém pode se aproximar, o monitoramento é feito por câmeras. São dez mil metros quadrados de pantanal nativo. É onde as onças vão reaprender a serem selvagens.

Fonte: Jornal Nacional

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