
06/06/2019
Os buraquinhos na areia não deixam dúvidas: eles estão de volta. No vaivém das ondas no trecho da Praia do Flamengo que fica atrás da Marina da Glória, num local conhecido como Prainha, os tatuís circulam de um lado para o outro. Para quem passou dos 40, a cena tem gostinho de nostalgia. Para os cariocas mais novos, o bichinho bojudo é uma grata novidade. É ainda um sinal de esperança diante da alarmante poluição em outros cantos da Baía de Guanabara. Isso porque a presença do crustáceo indica que a qualidade da água naquele ponto melhorou.
— Existem vários animais que são chamados de bioindicadores, entre eles o cavalo-marinho e o tatuí. A presença ou a ausência deles nos dá informações de como está o ecossistema na região. Se os tatuís aparecem por lá, é um bom sinal. A água pode estar boa — diz o biólogo Marcelo Szpilman, diretor-presidente do AquaRio.
Os boletins de balneabilidade divulgados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no entanto, apontam que a Praia do Flamengo esteve própria para banho por apenas 11 semanas em 2018. Este ano, até o último dia 27, todas as medições a classificaram como imprópria.
Apesar de a presença do Emerita brasiliensis ser um excelente marcador de qualidade ambiental, Szpilman lembra que a biologia não é uma ciência exata.
Leia a matéria em O Globo
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