
04/06/2019
Problemas de falta de poda em árvores têm incomodado moradores de diferentes bairros. Na Rua Benjamim Constant, próximo ao número 104, na Glória, segundo Valter Peixoto, há anos as árvores precisam receber o serviço da Comlurb .
— Nos últimos temporais, o vento fez com que os galhos quebrassem as janelas de alguns moradores — lembra Peixoto.
De acordo com ele, que é produtor de eventos, no dia a dia, os moradores da via têm que lidar com micos e outros animais que tentam entrar nos apartamentos utilizando os galhos. Além disso, Peixoto reclama da falta de iluminação . A folhagem cresceu tanto que já cobre os postes de luz.
Segundo a Comlurb, a poda naquele trecho da Benjamim Constant foi interrompida devido a problemas relacionados à violência no local que poderia afetar a segurança dos garis. A companhia diz que o trabalho será remarcado.
Na Rua Antônio Vieira, no Leme, e na Selva de Pedra, no Leblon, os moradores têm reclamações semelhantes em relação à Comlurb quanto à árvores. Eles contam que, após anos sem receberem o serviço de poda, as amendoeiras cresceram a tal ponto que o trabalho dos garis ficou difícil e precarizado.
— São cerca de dez amendoeiras, e a mais alta delas bate no oitavo andar dos prédios. Os garis nos disseram que não tinham o equipamento para aquela altura — conta Izabel Miranda, síndica de um dos prédios da Antônio Vieira.
A Comlurb nega, no entanto, a falta de equipamento para a poda de árvores. De acordo com a companhia, ela “está apta a fazer poda em qualquer altura de árvore, contando inclusive com o trabalho de garis treinados em curso de arborismo com profissionais da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros”. Apesar disso, os moradores dizem ter dificuldade para conseguir que o serviço seja prestado.
— É difícil acionar a equipe de arborismo da Comlurb. Tento trazer esses profissionais aqui desde 2012 e não consigo. Eles não têm condições de atender a todas as demandas — afirma Denise Correa, da Associação Viva Selva de Pedra.
Tanto Denise quanto Izabel procuraram empresas privadas para efetuar o serviço. Os orçamentos propostos, porém, estavam além das realidades dos seus condomínios, pois passavam dos R$ 10 mil. Enquanto nada é feito, os moradores lidam com problemas na iluminação e o risco de queda de galhos.
A Comlurb diz, em nota, que vai marcar uma vistoria com um engenheiro agrônomo na Rua Antônio Vieira. Já na Selva de Pedra, no entorno da Praça Milton Campos, a companhia afirma que o serviço de manejo arbóreo já está sendo realizado.
— Nada ainda foi feito pela equipe de arborismo. As árvores mais altas continuam sem poda — assegura Denise.
Fonte: O Globo
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