
30/05/2019
Enquanto a torneira de recursos para a área de Educação foi fechada no Brasil, o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, tenta recorrer a países da Europa para captar verbas para a reconstrução da instituição.
Dados do "Painel dos Cortes", plataforma mantida pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), mostram que o Museu Nacional sofreu um bloqueio de verbas da ordem de 22,34%, o que corresponde a cerca de R$ 12,3 milhões.
Em entrevista ao GLOBO, Kellner disse que acredita que o valor será liberado, como de costume, em junho, mas destacou que, até o momento, o Ministério da Educação (MEC) ainda não se dispôs a discutir sobre o museu, que é ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ ).
Com as portas ainda fechadas no ministério, o diretor "passa o chapéu" em países com a Alemanha, que já doou cerca de R$ 4,5 milhões para a instituição, e a França. Segundo ele, é preciso que o Brasil entenda a responsabilidade de sediar uma instituição científica e cultural desse porte, e recupere sua credibilidade frente à comunidade internacional .
Na tentativa de dialogar com o governo, Kellner já solicitou audiências no MEC e convidou pelo menos três ministros para comparecer a um evento na Quinta da Boa Vista, no Rio, nos dias 8 e 9 de junho.
Foram convidados Abraham Weintraub, da Educação, Osmar Terra, da Cidadania, e Paulo Guedes, da Economia. As presenças, segundo Kellner, ainda não foram confirmadas.
A entrevista pode ser lida em O Globo
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