
30/05/2019
Apesar da redução da caça ilegal nos últimos anos, o elefante da África continua sob ameaça de desaparecer se não forem tomadas medidas para eliminar a demanda de marfim, segundo um estudo publicado na terça-feira (28).
O estudo publicado na revista "Nature Communications" afirma que a caça ilegal diminuiu nos últimos anos, passando de um pico de 10% de mortalidade em 2011 para cerca de 4% em 2017.
A última estimativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), de 2016, dava uma cifra de menos de 415 mil elefantes na África, uma queda de 111 mil em dez anos, vinculada à caça ilegal por marfim. A população destes paquidermes era calculada em milhões no início do século XX.
Se esta situação é certa em alguns países do continente, em outros como África do Sul a população de paquidermes "aumenta de forma contínua há 100 anos".
O mesmo acontece em Botsuana, onde o número de elefantes se multiplicou "quase por dez desde os anos 70".
Os pesquisadores identificam por outro lado os principais fatores de ataques contra este animal, estando em primeiro lugar a demanda de marfim na Ásia, especialmente na China. Houve uma redução, ligada à proibição do marfim na China de seu comércio desde 2017.
O estudo também diz que as mortes de elefantes também estão associadas à pobreza e sobretudo à corrupção na África.
Fonte: G1
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