
16/05/2019
Entra verão, sai verão, e elas estão lá. Parte da paisagem. Leme, Copacabana e São Conrado ostentam línguas-negras quase de estimação. O problema, no entanto, revela bem mais que o esgoto jorrando a céu aberto. Faz vir à tona um empurra-empurra entre a prefeitura e a Cedae sobre a "paternidade´´ do filho feio. Segundo a administração municipal, nos quatro primeiros meses deste ano, o valor das multas aplicadas à companhia mais que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado: saltou de cerca de R$ 450 mil em 2018 para R$ 990 mil entre janeiro e o último dia 20 , de acordo com dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC).
Enquanto o cheiro exala, crianças mergulham no esgoto e peixes morrem à beira-mar, cada lado tem seu argumento para não resolver o problema. A prefeitura diz que o tratamento de esgoto é de responsabilidade da Cedae e, por isso, aplica as multas. O "comigo não está´´ da companhia se embasa no fato de os vazamentos se darem em pontos de saída de galerias de águas pluviais, que são de responsabilidade do município e despejam nas praias sujeira oriunda de ligações clandestinas de esgoto conectadas ao sistema, cuja fiscalização também cabe ao poder municipal.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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