
14/05/2019
Quase todos os países do mundo ratificaram um plano que os obriga a cortar o desperdício de plástico. As Nações Unidas anunciaram que 187 nações chegaram a um acordo, na sexta-feira, de monitorarem e rastrearem o movimento dos dejetos plásticos para além de suas fronteiras. Os Estados Unidos não aderiram ao plano, que também restringe o envio de resíduos plásticos a nações mais pobres.
Até a aprovação deste acordo, os Estados Unidos e outros países podiam enviar resíduos plásticos de menor qualidade para entidades privadas de nações em desenvolvimento, sem que, para isso, precisassem do aval dos governos locais. Agora, precisam do consentimento estatal para exportar os restos de plástico contaminados, misturados e não recicláveis, ressaltou o jornal britânico The Guardian.
Recentemente, a China resolveu banir o recebimento de dejetos dos Estados Unidos. Desde então, segundo o Guardian, ativistas apontaram uma escalada do envio de lixo para países em desenvolvimento. A Aliança Global para Alternativas à Incineração (Gaia, na sigla em inglês) denunciou que, no período de um ano, cidades de Indonésia, Tailândia e Malásia "se tornaram lixões" no que antes costumavam ser vilarejos de agricultura.
O acordo foi ratificado ao fim de duas semanas de negociações em Genebra. Rolph Payer, uma das autoridades do Programa de Meio Ambiente da ONU, considerou "histórica" a emenda à Convenção de Basileia, que dispõe sobre o controle dos movimentos e depósitos transfronteiriços de resíduos. Washington nunca aderiu a ela. Segundo Payet, a nova obrigação ajudará a criar uma regulação melhor do comércio de plástico, que hoje polui terras e oceanos e ameaça a vida selvagem.
Para ler a reportagem completa acesse O Globo
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