
25/04/2019
Um estudo da Universidade Stanford, na Califórnia (EUA), mostrou que as mudanças climáticas ao longo de 50 anos agravaram a desigualdade econômica entre os países, empobrecendo ainda mais os que já eram pobres, ao mesmo tempo em que beneficiaram alguns dos mais ricos e poluidores.
As nações equatoriais na África, Ásia e América do Sul foram as mais atingidas pelas temperaturas mais altas, enquanto aquelas em latitudes mais setentrionais — como Canadá e Noruega — viram suas economias crescerem um terço.
A economia do Reino Unido hoje é 10% maior do que teria sido sem o aquecimento global, enquanto a do Sudão — a nação mais atingida — é 36% menor.
O estudo mostra que, entre 1961 e 2010, a riqueza per capita nos países mais pobres do mundo ficou 17 a 30%, menor do que seria esperado sem o aquecimento global.
"Os dados históricos mostram claramente que as plantações são mais exitosas, as pessoas são mais saudáveis e mais produtivas quando as temperaturas não são nem muito quentes nem muito frias", disse Marshall Burke, cientista e autor da pesquisa. “Isso significa que, em países frios, um pouco de aquecimento pode sim ajudar. Mas o oposto acontece em lugares que já são quentes."
Essa desigualdade ambiental é agravada pelo fato de que as nações mais ricas — que viram seu PIB melhorar em 10%, em média, graças ao aquecimento — são também as maiores emissoras de gases causadores do efeito estufa que impulsionam as mudanças climáticas.
Os países que emitiram menos gases nos últimos 50 anos viram seu PIB cair em cerca de 25%.
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