
02/04/2019
O movimento “Fridays for Future”, que reúne jovens estudantes em todo o mundo para protestar todas as sextas-feiras em favor do meio ambiente, está ganhando reforço em alguns países da Europa. Em Berlim, na Alemanha, um grupo de adultos – principalmente pais e avós – se uniu às crianças. Na capital alemã, o movimento já reúne 200 pessoas que participam das greves e passeatas às sextas-feiras.
Zsuzsanna Ilijin é uma das organizadoras do “Parents for Future Berlin”. Ela é ilustradora e tem uma filha de 4 anos. Zsuzsanna conta que o movimento começou em um grupo nas redes sociais. Muitos pais sentiram que precisavam ajudar os filhos. Alguns têm crianças muito pequenas para ir às manifestações sozinhas, como é o caso daorganizadora, e outros dizem que os filhos precisavam de apoio para lidar com os professores e com as faltas semanais às aulas.
O apoio dos pais surge em um momento de grande discussão sobre o movimento na Alemanha, um dos países com maior adesão ao “Fridays for Future”. Mais de 300 mil pessoas participaram da marcha do dia 15 de março, a maior até agora, no país.
Alguns políticos, professores e ambientalistas criticam os protestos que surgiram com a estudante indicada ao prêmio Nobel da Paz, Greta Thunberg, de 16 anos. Eles defendem que as crianças e adolescentes têm o direito de protestar, mas que não deveriam fazer isso em horário escolar. O deputado Albert Rupprecht, do partido alemão CSU, por exemplo, já declarou que em principio apoia o movimento, mas que é completamente inaceitável que os estudantes se manifestem faltando de forma ilegal às aulas.
O assunto gerou polêmica e 2.300 cientistas assinaram um documento em apoio ao “Fridays for Future”. Zsuzsana e outros adultos também defendem as faltas dos estudantes: “Acreditamos que é muito importante que as crianças protestem durante o horário escolar para chamar a atenção do governo alemão. Se elas se manifestassem depois da escola, não teriam chamado tanta atenção”.
Os representantes do “Parents for Future” acreditam que os protestos semanais não atrapalham a educação das crianças e adolescentes. “As crianças aprendem muito com essas manifestações, tanto quanto aprenderiam na escola. E é importante mostrar ao governo que é preciso agir agora, não temos tempo a perder, ou as próximas gerações não terão um planeta para viver”.
Fonte: G1
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