
28/03/2019
Há 300 anos, o ouro estava na mira de sonhadores. Atualmente, a “água com cor de Coca-Cola” e a "Janela do Céu", convidativa para selfies, são as atrações que levam aventureiros ao topo da serra onde fica o Parque Estadual do Ibitipoca.
As belezas espalhadas em meio a um mar de morros fizeram desse parque estadual o mais visitado de Minas Gerais. Mas denúncias de prejuízos causados pelos turistas ao meio ambiente levaram, em 2018, à imposição de um limite de 600 visitantes por dia.
Um ano depois da restrição, ainda faltam investimentos em estrutura, novos planos de manejo e estudos que ajudem a garantir um modelo de “turismo sustentável” na região. A erosão nas trilhas que levam a grutas espalhadas pelos 1.488 hectares de Ibitipoca está no topo da lista de problemas denunciados ao Ministério Público.
Só no ano passado foram mais de 80 mil turistas sobre o solo de quartzito (veja infográfico abaixo) das trilhas que levam a grutas e cachoeiras.
O G1 esteve em Ibitipoca para ouvir turistas, comunidade e administradores na série de reportagens do Desafio Natureza que, nesta etapa, avalia como o turismo também pode ser abordado como uma questão ambiental.
As restrições ao turismo em Ibitipoca começaram em 2006. O plano de manejo estimava que um limite de 800 pessoas por dia não causaria prejuízos para a biodiversidade do parque.
Entretanto, em 2015, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), órgão ligado ao Governo de Minas Gerais, liberou a entrada de até 1.200 turistas por dia, apoiado na justificativa de ter realizado melhorias na estrutura.
Após a ampliação, a Promotoria de Justiça de Lima Duarte recebeu denúncias apontando que, entre outros pontos, a nova regra trazia danos à flora e danos ao solo do parque, além de contrariar o plano de manejo e criar demanda incompatível com o total de funcionários.
Saiba mais sobre a restrição ao parque no G1
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