
12/03/2019
Num dos lados de um pedaço de papel cuidadosamente preso a um cabo que a moça ostentava como se fosse bandeira, estava escrito: “FUI!” Assim mesmo, com letras maiúsculas e exclamação. No outro lado, com o mesmo esmero, estava escrito: “FORA DA ÁREA DE COBERTURA”. E assim a foliã seguia brincando seu carnaval, sozinha em meio à multidão.
Não, caros leitores, podem ficar sossegados que não vou tecer teorias sociológicas a respeito da farra anual, zombeteira, vinculante, que lava a alma de muita gente. Quando posso, eu mesma sigo pelas ruas como observadora e, sorte a minha, só o que vejo é leveza.
Mas, para os que me seguem aqui neste espaço e querem aproveitar os dias de folga para obter mais informações sobre o ambiente que nos cerca, sigo cumprindo meu ofício. E lá vai uma notícia preocupante. (Porque, infelizmente, os arroubos da humanidade sobre a natureza deixa poucas chances de trazer boas notícias.) Mais uma pesquisa, publicada no site da Nature Climate Change, mostra que aumentou drasticamente o número de ondas de calor que estão afetando os oceanos, como se fossem incêndios no mar. Trata-se da primeira análise global sistemática das ondas de calor oceânicas, quando as temperaturas atingem extremos por cinco dias ou mais, segundo reportagem publicada no “The Guardian” pelo jornalista Damian Carrington.
No longo prazo, o número de dias de ondas de calor aumentou mais de 50% entre 1986 e 2016, em comparação com o período entre 1925 a 1954. Florestas de algas marinhas, tapetes de ervas daninhas e recifes de coral foram perdidos por causa do fenômeno, sobretudo na Califórnia e na região costeira da Austrália à Espanha.
O artigo pode ser lido no G1
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