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‘Pesquisa custa caro e requer investimentos’, destaca novo presidente da Faperj

15/01/2019

Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jerson Lima Silva construiu uma carreira científica de prestígio internacional ao decifrar mecanismos de proteínas ligadas a doenças como câncer e mal de Parkinson. Há duas semanas, porém, ele enfrenta um desafio tão complexo quanto a estrutura molecular de proteínas. Nomeado presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), ele precisa dar vida nova à ciência do estado, mergulhada em sua pior crise. Em entrevista ao GLOBO, ele diz que o foco neste momento está em recuperar o orçamento perdido nos últimos quatro anos para depois apostar em setores estratégicos para o Rio, como energia, nanotecnologia, tecnologia da informação e biotecnologia.

Quais serão suas prioridades à frente da Faperj?
Reafirmar a missão principal da fundação, a de utilizar o fomento para estimular um aumento da qualidade e da quantidade da produção do conhecimento, aumentar a formação de recursos humanos e fazer chegar as inovações nas empresas. Somos o segundo estado em produção de conhecimento do país e quatro de nossas universidades estão entre as 20 mais bem avaliadas no Brasil (UFRJ, UERJ, UFF e PUC).

Qual o maior desafio?
Há muitos desafios, mas certamente o maior deles é a recuperação da execução do orçamento como previsto pela Constituição do estado do Rio, que aloca 2% da arrecadação líquida para a fundação. Devido à crise econômica e fiscal, o governo não repassou todo o orçamento da Faperj nos últimos quatro anos, o que levou a um atraso no pagamento dos projetos. Com o acordo de recuperação fiscal, é possível ter um plano de recuperação do status financeiro da fundação. Os recursos investidos em ciência, tecnologia e inovação trazem retorno a médio e longo prazo. Exemplos recentes foram os investimentos em pesquisas sobre extração do pré-sal e zika, que trouxeram um grande retorno econômico e social para o estado e para o país.

A entrevista completa pode ser lida em O Globo

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