
10/01/2019
Em sua primeira entrevista exclusiva após tomar posse como ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles diz ao GLOBO que o Brasil não irá se comprometer com novas metas de redução de emissões junto à ONU. Para ele, o Brasil é "credor" e já fez além do seu dever de casa nessa área. E agora é hora de cobrar a fatura dos países ricos para receber recursos pelo que já fez.
O ministro pensa em rever a classificação de Unidades de Conservação para permitir alguns tipos de atividade econômica, como a passagem de linhas de trem e a instalação de linhas de transmissão onde hoje é proibido. Ele critica a atual política do Ibama, cuja presidente se demitiu na segunda-feira após rebater insinuações de irregularidades feitas por Salles em um contrato na locação de caminhonetes, e pede bom senso dos fiscais ambientais em relação a produtores rurais suspeitos de crimes ambientais, dizendo que eles não são "nem anjos, nem bandidos".
Como vai ser a gestão da agenda climática e o monitoramento das metas que o Brasil assumiu internacionalmente de corte de emissões agora que o senhor acabou com a secretaria de mudanças climáticas?
Esse papel será da secretaria especial de clima, ligada diretamente a mim. É importante a gente dizer isso, senão fica parecendo que esvaziamos o papel, o papel não mudou. O grande advogado de mudanças de clima será o assessor especial de mudanças climáticas, juntamente com o secretário de relações internacionais, o Roberto Castelo Branco. Porque não adianta a gente ter uma agenda internacional sem aplicação interna, nem aplicação interna sem saber aproveitar internacionalmente o que se faz aqui no Brasil.
A entrevista na íntegra pode ser lida em O Globo
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