
13/12/2018
George Solitário, nome pelo qual ficou conhecida a última tartaruga gigante de Galápagos, que morreu em 2012 e se tornou símbolo do movimento de conservação de espécies, está, mesmo após a morte, ajudando cientistas a desvendar os segredos da longevidade.
O DNA do último exemplar das agora extintas tartarugas da Ilha de Pinta foi estudado por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos
As tartarugas gigantes podem viver bem além de um século — George tinha idade estimada em 100 anos —, e a equipe de pesquisadores identificou uma série de atributos genéticos que as ajudam a prevenir mutações cancerígenas. Acredita-se que esses animais possam dar novos "insights" sobre o envelhecimento saudável em humanos.
As descobertas também fornecem "insights" sobre a evolução e a conservação das tartarugas ameaçadas de extinção, que se desenvolveram em grande tamanho em ilhas isoladas, livres de predadores, mas que agora estão ameaçadas por perda de habitat, mudanças climáticas, caça e espécies invasoras.
— O George Solitário ainda hoje nos ensina lições — comentou Adalgisa Caccone, uma das autoras do estudo, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva de Yale.
A pesquisa foi publicada na revista "Nature Ecology and Evolution".
A tartaruga gigante de Galápagos está entre as espécies observadas por Charles Darwin e contribuíram para que ele formulasse a teoria da evolução no século XIX.
Embora os repetidos fracassos de esforços para ajudar George Solitário a se reproduzir o tornem simbólico de batalhas de conservação, seu DNA sobrevive em amostras feitas pela bióloga Adalgisa Caccone em 2010 — dois anos antes da morte do animal.
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