
22/11/2018
As causas da cratera gigante que se abriu misteriosamente perto da vila de Matarandiba, na cidade de Vera Cruz, Ilha de Itaparica, na Bahia, ainda permanecem sendo um mistério. Os estudos já relizados até agora não conseguiram desvendar o que provocou o buraco, cujo comprimento aumentou de 69 metros para 86 metros em um período de quatro meses.
A cratera se formou numa área de propriedade da empresa multinacional americana Dow Química, que utiliza a região para extração de salmora, uma mistura de água e sal usada na fabricação de produtos químicos. A empresa diz que está investigando se a cratera tem relação com o trabalho de perfuração que desenvolve no local e que está monitorando a área com microssensores, drones e software de alta precisão.
O buraco está no meio de uma mata nativa, a cerca de 1 km do local onde vivem os moradores da vila, que se dizem preocupados com a situação. Um estudo geomecânico feito pela empresa e outro realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apontam, no entanto, que os habitantes da região não correm riscos.
A Dow afirmou que a cratera é um fenômeno geológico conhecido como "vazio subterrâneo" (sinkhole, em inglês), cujas causas ainda não foram esclarecidas. Em setembro, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou inquérito para apurar as causas da abertura da cratera. O MP informou que o objetivo da ação é preservar as vidas das pessoas e proteger o meio ambiente.
A erosão foi descoberta pela própria empresa americana, no dia 30 de maio, durante um trabalho de rotina.
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