
13/11/2018
Fechada para visitação há dois anos, após interdição feita pela Defesa Civil, que avaliou risco de desabamento de duas muretas no seu acesso, a Ilha da Boa Viagem vem sofrendo com a degradação de seus dois monumentos históricos: a capela e o fortim, ambos do século XVIII. Os prédios estão com partes visivelmente deterioradas e destelhados, deixando as áreas internas expostas ao tempo. A prefeitura diz que o projeto de recuperação dos monumentos está em elaboração e será submetido ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas não tem previsão para a reabertura do ponto turístico.
O anúncio do projeto de recuperação foi feito em março. À época, a prefeitura afirmou que seriam necessárias obras por empresa especializada em restauração de áreas tombadas para poder reabrir a ilha. O levantamento de empresas que atuam nessa área chegou a ser iniciado pelo município, mas até hoje não foram iniciadas as intervenções. Morador do bairro, Paulo Andrade lamenta o impasse:
— É um completo descaso deixar abandonado um monumento importante como esse. Tanto o prédio da capela quanto o do seminário estão completamente largados e expostos à chuva e ao sol.
Depois de 20 anos fechada a visitações, a Ilha da Boa Viagem foi reaberta em fevereiro de 2016, mas por apenas nove meses. Para reativar o local, o município chegou a investir R$ 695 mil na reforma da ponte que liga a ilha ao continente, cuja estrutura estava condenada havia mais de 15 anos. Na obra, foram recuperados os 105 metros da ponte, pilares e guarda-corpos e instalados 40 lâmpadas de LED e piso antiderrapante.
O acordo da prefeitura com os escoteiros que cuidavam do local e da visitação venceu no fim de 2016. O pedido de cessão da ilha pelo município tramita na Secretaria de Patrimônio da União (SPU).
Fonte: O Globo
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