
25/10/2018
A malandragem está enrolando os consumidores nas praias da Zona Sul. Com a lei sancionada em julho que proíbe o uso de canudos de plástico, ambulantes de barracas do Leblon estão oferecendo uma opção “biodegradável de plástico”. Nada mais é do que o velho canudinho proibido, numa embalagem onde está escrito “biodegradáveis”. A multa prevista para quem burla a legislação é de R$ 1.650.
— Esse canudo “biodegradável” dissolve mais rápido do que o outro quando jogado no mar. Estou passando o peixe que me venderam. Mas acho que é a mesma coisa. Um dissolve em 400 anos, e esse, em cem. O de papel é mais caro e ainda não chegou aqui.
Um vendedor de mate, que trabalhava ontem no Leblon, oferecia o canudo de sempre (aquele branco com listras verticais vermelhas), embalado num saco plástico com a inscrição “biodegradáveis”.
— Tenho que trabalhar — esquivou-se ele, ao ser abordado pela equipe do GLOBO.
Banhistas que bebiam água de coco pareciam acreditar no tal canudo “ecológico”.
— Guardei até o papel da embalagem — mostrou a empresária Nathália Nogueira, que estava com o marido, o empresário Henrique Pinto. — Nós pedimos dois cocos e compartilhamos um canudo. Na praia, a fiscalização é menor, nunca vi um fiscal por aqui.
A estudante de educação física Gabriela de Sá, que também tomou água de coco com o canudo “fake”, ponderou que os comerciantes não têm muita instrução, nem condições de adquirir o canudo de papel biodegradável:
— As organizações ecológicas ou a prefeitura deveriam dar suporte para eles.
Para ler a matéria na íntegra acesse O Globo
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