
23/10/2018
Por volta de 2050, seremos 10 bilhões de habitantes na Terra. E, se hoje já não há comida para todos, a projeção pode ser assustadora. Enquanto a população aumenta, cientistas e profissionais da área de gastronomia buscam soluções que vão desde um cardápio com insetos, ricos em proteína, à conquista de novas fronteiras, como os oceanos.
Entre tantas apostas, ganha força a corrente que defende mais diversidade de cultivos. E também a que acredita na concentração das necessidades nutritivas básicas numa única garrafinha, ou numa pílula. A fantasia futurista, afinal, não está longe de nós.
A questão é tão urgente que eventos sobre o tema têm se multiplicado pelo mundo. Na última terça, Dia Mundial da Alimentação, um seminário realizado em São Paulo pela revista “Scientific American Brasil” debateu o futuro da alimentação. Há três semanas, a sede nova-iorquina do Google recebeu o evento Food Forever Iniciative NYC, em que dez chefs criaram pratos para apresentar “o sabor do futuro da comida”.
Enquanto isso, aqui no Rio, no Museu do Amanhã, 17 cientistas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros vêm trabalhando como consultores de uma exposição sobre o tema. A mostra, que será inaugurada em abril de 2019, tem o título provisório de “A comida do amanhã”. E como será esse amanhã?
— Acredito fortemente que vamos comer alimentos diferentes no futuro — aposta o inglês Colin Khoury, pesquisador do Centro Internacional de Agricultura Tropical, em Cali, na Colômbia, e um dos consultores da exposição carioca. — Especialmente fontes diferentes de proteínas, como insetos, algas etc. Estamos testemunhando um interesse crescente por alimentos novos. E chefs-celebridade podem ajudar os consumidores a aceitar e demandar novos alimentos.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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