
16/10/2018
Novas evidências científicas indicam que as mudanças climáticas estão se acentuando e estamos ficando sem tempo para arrumar uma solução e evitar uma catástrofe.
Mas não se desespere ainda - podemos limitar o impacto do aquecimento global, da escassez de água e da poluição mudando nossos modelos de produção e consumo de alimentos e nos tornando "flexitarianos", de acordo com um novo estudo.
Para reverter o impacto negativo e alcançar um futuro sustentável, o desperdício de alimentos precisará ser reduzido, até 2050, pela metade, e as práticas agrícolas terão de melhorar, assim como a nossa alimentação. Adotar uma dieta flexitariana também é um passo fundamental para alcançar esse objetivo, sugerem os cientistas.
Ser flexitariano significa comer principalmente alimentos de origem vegetal - como frutas, verduras, legumes, grãos, nozes e produtos de soja - mas não exclusivamente isso.
Carnes podem ser consumidas ocasionalmente - é por isso que o flexitarianismo também tem sido chamado de "vegetarianismo casual", e está se tornando cada vez mais popular - mas isso significa uma grande redução em relação ao que entra no prato atualmente.
De acordo com os pesquisadores, no caso da carne bovina é preciso haver uma redução de consumo da ordem de 73%. Para a carne de porco, seriam quase 90% a menos.
Isso reduziria pela metade as emissões de gases de efeito-estufa da pecuária - e uma melhor gestão das fezes desses animais permitiria uma diminuição ainda maior.
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