
09/10/2018
No momento em que se discute globalmente o processo de transição energética, participar da Rio Oil & Gas 2018, maior evento de O&G da América Latina, ganha mais relevância. Atender às necessidades de crescimento da demanda por energia – seja pelo aumento da população, seja pelo aumento da riqueza e do poder aquisitivo – e, ao mesmo tempo, fazer isso de forma sustentável e eficiente, sem descuidar da segurança do suprimento energético, é o principal desafio do setor.
Com 63% da produção e 75% das reservas em gás natural, o grupo Repsol contribui para o desenvolvimento do mercado no Brasil, por meio da Repsol Sinopec Brasil, um dos mais relevantes atores do setor de petróleo e gás do país. A Companhia entende que o combustível é a alternativa ideal para esse momento de transição energética, por ser uma energia competitiva, acessível, mais limpa e que consegue funcionar como um back-up para fontes de produção de energia renovável, que ainda são intermitentes.
O programa Gás para Crescer, em discussão no Congresso, é uma importante sinalização sobre a percepção e expectativa do papel de longo prazo que o gás terá na matriz energética brasileira. Alejandro Oliva, diretor de Estratégia e Planejamento da Repsol, participou de uma das sessões plenárias da conferência da Rio Oil & Gas sobre o Gás Natural como um caminho sustentável para o futuro. E ratificou que o Brasil precisa expandir sua infraestrutura relacionada ao mercado de gás para se tornar mais competitivo. Uma maior oferta de gás natural em um ambiente competitivo pode atrair mais investimentos para o país, impactando a economia de modo positivo, com geração de empregos, renda e tributos, ajudando o Brasil na transição para a economia de baixo carbono.
Na busca por superar o desafio de suprir a demanda energética de forma mais eficiente e sustentável, a Repsol Sinopec investiu mais de R$ 50 milhões na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Brasil, nos últimos três anos. Cinco dos seus projetos de P&D estavam em exibição no estande da empresa na exposição da Rio Oil & Gas, como por exemplo, o Oathkeeper, uma ferramenta digital desenvolvida em parceria com a Deep Seed Solutions capaz de gerar e comparar diferentes conceitos de instalações para o desenvolvimento de campos offshore de petróleo e gás. No estande da Repsol Sinopec Brasil, também foi possível conhecer o Simex, robô baseado no conceito de lagarta magnética para avaliar o status da integridade estrutural de diferentes tipos de tanques, reduzindo custos e riscos envolvidos durante a atividade de inspeção.
Além da exposição de projetos, pesquisadores e engenheiros da Repsol Sinopec apresentaram as experiências da companhia ligadas à inovação e tecnologia em suas operações dentro e fora do Brasil, durante palestras e encontros com empreendedores.
O engenheiro de Projetos Anderson Leocadio participou da Sessão Especial ´A Transformação Digital nas operações de O&G´, abordando como a inteligência artificial e a ciência de dados definirão o futuro do setor. Para Leocadio, a digitalização está ocorrendo desde a atividade de Exploração e Produção (E&P) até o consumidor final de energia. Exemplo disso é a utilização de veículos autônomos para aquisição de dados.
A matéria pode ser lida em O Globo
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