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Os adultos fumam, mas quem sofre são as crianças

09/10/2018

O adulto que quer evitar a exposição ao fumo passivo tem opções. Eu, por exemplo, não permito que fumem na minha casa nem no meu carro; não tenho amigos ou familiares próximos que fumam; ando sempre na frente dos fumantes ou atravesso a rua para evitá-los; faço as refeições dentro de restaurantes; seguro o fôlego quando passo por fumantes na porta de lojas e prédios de escritório.
Já as crianças estão à mercê deles – que não só podem ser os pais e outros parentes, como também babás, o pessoal da creche, os auxiliares do ônibus escolar e até os professores.
E embora possam se abster diante de crianças, os jovens com quem têm contato estão expostos a elementos tóxicos indiretos, presentes nos poluentes residuais que ficam nos móveis, nas roupas e na pele. Se você não fuma, consegue sentir o cheiro de um fumante próximo; será que vai mesmo querer essa pessoa segurando seu bebê?
Atualmente, somente 25 por cento dos norte-americanos fumam, mas quase metade dos jovens estão cronicamente expostos ao fumo passivo e aos poluentes residuais – e, segundo especialistas, muitos deles pagam um preço alto pela saúde, agora e no futuro.
Os riscos do fumo passivo já foram fartamente comprovados. Segundo a Academia Americana de Pediatria, a fumaça alheia é responsável, anualmente, por quase três mil mortes por câncer pulmonar e milhares de mortes por doença cardíaca entre os não fumantes.
A fumaça do cigarro aceso contém quase quatro mil compostos químicos, muitos dos quais perigosos, incluindo 50 que são cancerígenos conhecidos. Bebês que moram com fumantes correm maior risco de síndrome de morte súbita infantil; foi o que aconteceu com um bebê de sete meses que eu conhecia cuja mãe fumava. Disse a ela que o culpado da tragédia fora seu tabagismo.
Segundo a Academia Americana de Pediatria, as crianças que inalam fumo passivo têm risco elevado de desenvolver infecções nos ouvidos, tosse e resfriado, bronquite, pneumonia e cáries. São mais propensas a ofegar, ter o nariz entupido e dores de cabeça, dor de garganta, irritação ocular, rouquidão e dificuldade para se recuperar de infecções respiratórias, perdem mais dias de aula, oportunidades esportivas e a chance de se divertir com os amigos.

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