
04/10/2018
Uma tartaruga verde juvenil, que foi capturada na rede de um pescador e quase morreu, foi devolvida ao mar, nesta terça-feira (2), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O animal, que pesa cerca de 8 kg, ficou em tratamento intensivo por cerca de 20 dias e teve que reaprender a nadar para poder voltar à natureza.
"Ela foi encontrada em Itanhaém, por um pescador. Ele ligou para a gente e informou que ela foi capturada, acidentalmente, na rede de pesca dele, no dia 7 de setembro. Um técnico e um veterinário foram para lá e fizeram as manobras de desafogamento", explica a médica veterinária Vanessa Ribeiro, do Instituto Biopesca.
O animal foi levado para a sede da associação, que trabalha na conscientização e no atendimento às espécies marinhas. Segundo a veterinária, a tartaruga se encontrava com bastante líquido no pulmão e agitada. Ela também estava defecando lixo. "Ela tomou medicações e começamos a colocar em um tanque para ela voltar a nadar. A tartaruga e os golfinhos precisam subir para respirar. Quando eles ficam presos, como ela ficou na rede de pesca, embaixo d´água, não conseguem subir para respirar e acabam se afogando", explica Vanessa.
Após uma semana, o animal foi transferido para a sede da Aiuká, empresa brasileira que realiza o planejamento, no resgate e na reabilitação de fauna afetada por vazamentos de petróleo, e que fica em Praia Grande. Lá, os profissionais continuaram com o tratamento de reabilitação. "Complementamos o processo com vitaminas e estimulamos com natação em tanque maior e com alimentos diferentes. Ela estava voltando de um quadro de afogamento. No início, ela não conseguia nadar", conta Paulo Sérgio Valobra, médico veterinário da Aiuká.
Aos poucos, a tartaruga foi respondendo aos estímulos de natação, conseguiu permanecer no fundo do tanque para pegar os alimentos e também passou a se alimentar sozinha. Então, os profissionais perceberam que tinha chegado a hora de devolvê-la à natureza. A soltura ocorreu, na manhã desta terça-feira, na beira do mar, perto da Fortaleza de Itaipu, em Praia Grande.
"É comum a gente receber esse tipo de animal, por conta de lixo ou mesmo afogamento. Para nós, trabalhar em conjunto, ter essa aproximação com o pescador, fazer parte desse processo é fantástico. A gente ter essa experiência, dar uma segunda chance para ela (tartaruga), é muito bom", finaliza Valobra.
Fonte: G1
Vendaval turbinado que atingiu o Rio e São Paulo é a ´ponta do dedo do longo braço´ do El Niño; entenda
30/07/2026
VÍDEO: maior espécie de raia do mundo é registrada durante pesquisa com baleias no ES
30/07/2026
Sucuri-amarela infestada de carrapatos impressiona no Pantanal; biólogo explica
30/07/2026
Presença de golfinhos em Fernando de Noronha cai quase pela metade em dez anos
30/07/2026
El Niño: governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão para enfrentar secas, chuvas intensas e incêndios
30/07/2026
Mercúrio se acumula duas vezes mais rápido na Península Antártica, aponta estudo
30/07/2026
