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Comunidade da Zona Oeste de SP quer transformar ‘lixão’ em parque

18/09/2018

Quando criança, Ester via galinhas e vacas num local conhecido como “Fazendinha” na comunidade onde mora, no Jardim Colombo, do Complexo Paraisópolis, na Zona Oeste de São Paulo. Anos depois, o espaço se tornou um local de descarte diário de lixo, e desde então, a fauna local foi substituída por ratos e escorpiões.
Sem nenhuma praça ou espaço de convivência na comunidade, a arquiteta Ester Carro, de 25 anos, e outros moradores, se uniram para transformar o local. Assim, nasceu o projeto Fazendinhando, que quer transformar o espaço em um parque, com hortas, brinquedos para as crianças, mobiliário urbano feito com pallets e até um mirante.
A iniciativa tem um padrinho: o Sitiê, no Vidigal, Zona Sul do Rio de Janeiro. No alto da comunidade, o local também era um verdadeiro “lixão”, mas foi transformado em um parque ecológico premiado internacionalmente.
A ponte com o projeto carioca foi feita pelo ArqFuturo - plataforma de discussão das cidades - após uma visita ao Jardim Colombo. O instituto, que desenvolve projetos de arquitetura e urbanismo, também havia apoiado o Sitiê, e apresentou seu idealizador, Mauro Quintanilha, à União de Moradores da comunidade paulista.
“A nossa ideia aqui [no Jardim Colombo] é fazer o que fizemos no Vidigal, utilizando as muralhas de resiliência com os pneus, que servem como muralha [já que o local é inclinado], como espaço de convivência, e como como jardineira também”, disse Mauro.
O primeiro passo foi começar a limpar a área. Foram retirados 45 caminhões de lixo, que levaram um colchão, sofá, e uma cama do terreno. Nessa etapa do processo, a retirada dos resíduos orgânicos fez até com que os ratos fossem parar nas casas de moradores do entorno. Agora, restaram entulhos, pedaços de tijolos e telhas.
Ester fez um desenho inicial do projeto, apresentou para a comunidade, e, com o apoio dos moradores, começaram a acontecer mutirões de intervenção no local. No último, feito dia 22 de julho, foram realizadas oficinas de reciclagem, horta coletiva, grafite, e desenhos, quando as crianças desenharam o que queriam para o espaço.

Saiba mais lendo a reportagem no G1

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