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ONG cria campanha para levar mais público às áreas verdes do Rio

24/07/2018

Quinta-feira de sol e céu azul, temperatura amena, férias escolares. O dia perfeito para um passeio pelo parque. Afinal, o Rio tem muito mais que praias. Há pelo menos 30 áreas verdes com opções de lazer, que vão desde trilhas a escaladas e mirantes com paisagens de tirar o fôlego. Mas o carioca não tem aproveitado esses espaços. Tanto que a ONG Conservação Internacional lança neste domingo a campanha Um Dia no Parque, para mostrar à população mais opções de lazer e até impulsionar a economia.
— Essa é uma vocação do Rio que está mal aproveitada, porque não há investimento. O Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste, por exemplo, não tem estrutura, um roteiro preparado. E lá existem os mesmos atrativos que o Parque Nacional da Tijuca oferece. Se os serviços fossem melhorados, talvez ele não chegasse a receber os quatro milhões de visitantes da unidade federal, mas poderia ter pelo menos um milhão, com facilidade — disse Rodrigo Medeiros, vice-presidente de Iniciativas Estratégicas para as Américas da entidade.
Numa área de 55 hectares na Zona Norte, coberta por uma mata bem preservada, o Parque Estadual do Grajaú é um exemplo desse desperdício. Na última quinta-feira, o movimento na unidade era mínimo. O administrador Luiz Cláudio Guimarães, de 47 anos, que mora no Méier, era um dos poucos visitantes.
— Conheci este lugar ao vir aqui para uma festa infantil. Agora, trago meus filhos quando dá. É tranquilo, tem espaço para correr, parquinho. Eles sobem nas pedras. Venho umas duas vezes no ano, o que ainda é pouco — conta ele.
Moradora do Lins, a comerciante Luciana do Valle, de 37 anos, não conhecia o parque até a semana passada. Levada pelo namorado, o empresário Alexandre Menezes, de 50 anos, ela descobriu que pode sair do sedentarismo, aproveitando uma das belas trilhas do lugar.
— É tão perto, agradável, tem boa estrutura e eu nem conhecia. Acho que falta mais divulgação, sinalização indicando o lugar — apontou.
Mas poucos têm aproveitado as atrações do Parque Estadual do Grajaú, que não chega a receber cem pessoas nos dias úteis, segundo a administração. Nos fins de semana, o número vai a 500. Gestor da unidade, Márcio Carazza diz que a procura era ainda menor há oito anos, quando ele assumiu o cargo.

Saiba mais em O Globo

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