
12/07/2018
Já foram tantas as promessas de despoluição da Baía de Guanabara que o anúncio de uma possível solução soa utópico aos mais incrédulos. Desta vez, ao custo de R$ 1,5 bilhão, a proposta é adotar a chamada captação em tempo seco, que consiste na instalação de um cinturão sanitário ao redor da baía e em rios próximos. Depois de programas que não atingiram as expectativas e de metas não cumpridas, como a estabelecida para a Olimpíada de 2016 — 80% de águas limpas —, a ideia agora é construir dutos que liguem galerias pluviais às estações de tratamento existentes. Assim, estaria garantido novo fôlego ao habitat marinho no qual são despejados 16,8 mil litros de esgoto in natura por segundo, de acordo com cálculos do professor da Coppe/UFRJ Paulo Canedo.
Para chegar a essa estimativa, Canedo levou em consideração a quantidade aproximada de esgoto gerada por 6,1 milhões de moradores que não têm resíduos tratados nos 15 municípios da bacia hidrográfica do entorno da baía. Grande parte dos dejetos é lançada nas galerias pluviais, que deveriam receber apenas água das chuvas — motivo pelo qual é proposta a instalação de uma rede de canos para interceptar o sistema de drenagem. Eficaz em dias de sol ou de chuva fraca, o projeto, afirmam especialistas, poderia reduzir em até 80% o lançamento de esgoto na Guanabara.
— São canos interceptores cujo preço é cerca de um décimo do custo do sistema tradicional. Para universalizar o esgoto (na Região Metropolitana), seriam gastos R$ 15 bilhões.
A matéria pode ser lida em O Globo
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