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USP alerta para alterações hormonais e outras doenças por uso excessivo de plásticos e cosméticos

10/07/2018

Da garrafa plástica ao protetor solar, do sabonete ao papel emitido pela máquina de cartão de crédito, a concentração de compostos químicos de materiais que facilitam a vida das pessoas é motivo de preocupação para pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP).
Chamadas de desreguladores endócrinos, substâncias capazes de alterar a produção de hormônios no organismo associadas a câncer, obesidade e até infertilidade foram encontradas em variedades e níveis alarmantes em crianças de todas as regiões do país, segundo um recente estudo publicado na revista científica Environment International.
Ao todo, foram coletadas amostras de urina de 300 crianças com idades entre 6 e 14 anos. Em mais da metade delas, foram encontrados ao mesmo tempo 25 tipos de disruptores endócrinos, segundo Rocha.
Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que aditivos como esses analisados na pesquisa são adicionados intencionalmente pelas empresas para exercer funções tecnológicas, mas estão sujeitos a rígidas regulações e só podem ser usados em quantidades autorizadas pela legislação pertinente.
"A permissão de uso dessas substâncias em alimentos e embalagens que entram em contato com alimentos, por exemplo, só é realizada após comprovação de sua segurança de uso, por meio de estudos toxicológicos e de avaliações de exposição, além da comprovação de sua finalidade tecnológica", comunicou.
Autor dos estudos, Rocha analisou 65 disruptores, sobretudo os classificados como ftalatos - encontrados em produtos de cuidado pessoal e materiais de limpeza-, bisfenois - usados na fabricação de plásticos, embalagens de alimentos e papeis térmicos -, benzofenonas - usadas em protetores solares, além de batons e cremes com filtros- ; e parabenos, que agem como conservantes em alguns tipos de medicamentos.
Os resultados apontados, segundo ele, servem de alerta para a multiexposição diária das pessoas a essas substâncias, mesmo quando utilizadas de maneira regulada nos produtos.

A matéria pode ser lida no G1

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