
26/06/2018
O plástico é hoje um conhecido vilão do meio ambiente. Ele demora a se decompor e vem poluindo cada vez mais os oceanos, sendo uma ameaça à vida marinha - a ponto de diversas cidades, como Rio de Janeiro, "declararem guerra" aos canudos ou a outros itens plásticos de uso único.
E como será que esse material se tornou tão presente no nosso cotidiano?
O cientista de materiais e apresentador Mark Miodownik analisa a complicada relação humana com o plástico e sua importância na vida moderna:
1. Os primeiros plásticos substituíram o marfim
Surpreendentemente, o primeiro plástico comercial foi feito de algodão.
Em 1863, o marfim de elefantes, então amplamente usado para produtos cotidianos, como candelabros, guarda-chuvas, bolas de sinuca e teclas de piano, estava se tornando escasso. Para enfrentar a carência do material, um fabricante americano de bolas de sinuca ofereceu US$ 10 mil a qualquer inventor capaz de encontrar uma alternativa.
O inventor amador John Wesley Hyatt aceitou o desafio e começou a experimentar materiais feitos de lã de algodão e ácido nítrico.
Acabou inventando o nitrocelulose, que chamou de "celuloide", um material amarelado maleável capaz de tomar formas distintas.
No entanto, as bolas feitas de celuloide eram levemente explosivas e produziam um barulho alto quando se chocavam entre si.
De qualquer modo, a invenção de Hyatt acabou tendo milhares de usos distintos - tanto que a celuloide comercial acabou permitindo o desenvolvimento do filme cinematográfico. O que nos leva para o item 2...
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