
14/06/2018
Começa hoje, na Zona Portuária, a Velo-City, uma das maiores conferências mundiais sobre uso de bicicleta e mobilidade urbana. Pela primeira vez, o evento, criado em 1980 pela Federação Europeia de Ciclistas, é realizado na América do Sul, mas o Rio está longe de ser um exemplo inspirador para as palestras e os debates que serão realizados ao longo de quatro dias no Armazém 3 do Píer Mauá. Apesar de ter a maior rede cicloviária do Brasil, com um total de 450 quilômetros de extensão, a cidade deixou de investir no sistema: nenhum novo trecho foi construído desde o início de 2017. E quem costuma pedalar reclama da falta de conservação das pistas.
Na Lei Orçamentária de 2018, a prefeitura prevê um investimento de apenas R$ 5 mil para implantação de ciclofaixas e de R$ 50 mil para a elaboração do Plano Municipal Cicloviário, uma espécie de projeto de incentivo ao uso de bicicletas em toda a cidade. O plano estabelece metas e prioridades e faz um inventário dos equipamentos existentes. No Portal da Transparência da prefeitura, nenhum desses gastos previstos aparece como efetuado.
A Secretaria de Conservação e Meio Ambiente admitiu ontem que o município não investiu em novas vias para bicicletas este ano, mas informou que espera a liberação de R$ 1 milhão para iniciar obras de implantação de 3,2 quilômetros de ciclovia e de faixa compartilhada em Sepetiba.
A matéria foi originalmente publicada em O Globo
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