
05/06/2018
A diminuição do tráfego de veículos na capital paulista devido à greve dos caminhoneiros fez com que a poluição do ar caísse pela metade, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Os dados são preliminares.
Na comparação dos sete primeiros dias da greve com a semana anterior, a qualidade do ar melhorou em 50% em dois pontos de medição da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) - no Ibirapuera (Zona Sul) e Cerqueira César (região central).
“Isso é uma observação que ainda vamos desenvolver em estudo, mas o fato é que a cidade conseguiu registar dias com qualidade do ar dentro do padrão considerado bom pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que é uma exceção”, afirma o médico patologista Paulo Saldiva, diretor do IEA.
A Cetesb mantém 30 pontos de monitoramento na Região Metropolitana de São Paulo. Saldiva afirma que os dois pontos foram escolhidos como amostra porque dão um panorama sobre tipos diferentes de poluentes: os primários (que saem diretamente dos escapamentos) e os secundários (que são formados após reações químicas).
Saldiva afirma que o estudo pretende relacionar as reduções das emissões com os impactos na saúde, medindo os índices de internações e mortes, por exemplo. O objetivo é propor políticas públicas que priorizem um transporte mais moderno e eficiente.
“Se investirmos no transporte elétrico ou com combustível menos poluente, carros compartilhados ao invés dos pessoais, São Paulo conseguirá ter uma qualidade do ar melhor. Além de perderem menos tempo, as pessoas adoeceriam menos, gerando menos custos para o sistema de saúde”, diz.
Leia a matéria na íntegra no G1
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