
08/05/2018
O grande volume de obras em Jacarepaguá, em função da Olimpíada e do boom imobiliário recente, trouxe, nos últimos anos, uma consequência negativa difícil de observar a olho nu. A qualidade do ar foi profundamente afetada, e os índices de poluição ficaram muito acima dos do restante da cidade. Em 2011, por exemplo, quando teve início a parte pesada das construções, a quantidade de poluentes era quase o dobro da encontrada no Centro, o segundo colocado no ranking dos bairros mais poluídos da capital. Com o fim dos Jogos, a situação melhorou, e a população já pode respirar melhor. Mas, ainda assim, os limites em Jacarepaguá, e também no Recreio, estão acima dos sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Esses dados são gerenciados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que tem 71 estações de monitoramento da qualidade do ar, sendo 37 automáticas e 34 semiautomáticas, na Região Metropolitana. Em Jacarepaguá, há duas; e no Recreio mais uma. A avaliação do ar é feita a partir de três parâmetros: material particular total, do grosso e do fino. Entretanto, só há limites definidos por legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para os dois primeiros parâmetros. Nesses, a região ficou dentro do padrão estabelecido, entre janeiro de 2017 e março de 2018. Um cenário que melhorou após a Olimpíada, já que no período de preparação dos Jogos houve violação em Jacarepaguá, ou seja, o limite permitido foi ultrapassado.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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