
26/04/2018
Pesquisadores estão prontos para iniciar testes em macacos com a vacina que pode ser a primeira do mundo a combater o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela. No entanto, os estudos, feitos atualmente pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), o Instituto Butantan e a Fiocruz, correm o risco de serem paralisados por falta de verbas.
As pesquisas começaram há quatro anos. Os resultados indicam que a vacina pode induzir a produção de anticorpos que interferem no ciclo vital do mosquito, danificando seus sistema reprodutivo e até mesmo levando-o a morte. Ela não protege contra as doenças, mas promete eliminar o vetor.
“O indivíduo imunizado funciona como um ‘veneno’, afetando o organismo do Aedes aegypti, diminuindo gradativamente sua população e reduzindo a incidência das doenças transmitidas por ele. O estudo demonstrou que é possível reduzir até 60% dos mosquitos a cada geração”, disse o professor Rodolfo Giunchetti, coordenador da pesquisa.
A vacina conquistou sua primeira patente no início deste ano. Outras quatro estão sendo analisadas.
O coordenador da pesquisa afirmou que os recursos não são suficientes. “Nós chegamos em um ponto em que contamos apenas com financiamento parcial do Ministério da Saúde, do CNPQ e da Capes. Mas ele não é suficiente para dar seguimento à pesquisa. Aliás, este financiamento acaba em menos de um ano e meio. É desanimador”, disse Giunchetti.
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