
26/04/2018
Os casos de malária na Venezuela tiveram o maior aumento já registrado em todo o mundo, de um ano para o outro. Apenas em 2017, foram 406 mil ocorrências da doença, uma alta de 69% em relação a 2016, quando o país teve 240.613 casos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na véspera do Dia Mundial da Luta contra a Malária, celebrado em 25 de abril.
A entidade culpa a crescente falta de recursos, em decorrência da crise venezuelana, além das campanhas ineficazes para prevenção e tratamento da doença. O cenário é agravado pela enorme quantidade de migrantes venezuelanos que fogem da instabilidade do país, parte significativa deles já infectada.
A OMS fez um clamor às autoridades brasileiras e dos outros países vizinhos à Venezuela que forneçam rastreio e tratamento gratuitos, independentemente do status legal do migrante.
— Nas Américas, não é apenas a Venezuela. Na verdade, estamos verificando aumento [dos casos de malária] em vários outros países. Na Venezuela é, sim, uma preocupação significativa, porque a malária está aumentando de uma maneira muito preocupante — disse, em uma entrevista coletiva, Pedro Alonso, diretor do programa global de malária da OMS. — O que estamos vendo agora é um aumento maciço, provavelmente chegando perto de meio milhão de casos por ano. Estes são os maiores aumentos registrados em qualquer parte do mundo.
Autoridades venezuelanas informaram 240.613 casos de malária em 2016, muitos dentro do estado de mineração de ouro de Bolívar, na fronteira com a Guiana, com cerca de 280 mortes, de acordo com a OMS.
A estimativa de 2017 saltou para 406 mil casos — um número cinco vezes maior do que em 2013.
— Estamos vendo, de fato, por causa do movimento populacional, casos entre os migrantes venezuelanos que aparecem em outros países. No Brasil certamente, mas também na Colômbia, no Equador e em vários outros lugares — afirmou Alonso. — O que isso exige é um esforço renovado dos países que cercam a Venezuela para garantir um diagnóstico e tratamento adequados e gratuitos para quem aparecer nos serviços médicos.
A Venezuela está entrando em uma hiperinflação com escassez de alimentos e remédios durante o quinto ano de recessão que o governo do presidente Nicolas Maduro atribui à hostilidade do Ocidente e à queda dos preços do petróleo.
Saiba mais em O Globo
Brasil proíbe produção e comercialização de foie gras
04/08/2026
Drone flagra jubarte dando à luz em vídeo raro; assista
04/08/2026
Ervas marinhas que chegam às praias viram material para construir casas; veja VÍDEO
04/08/2026
Humanidade esgota os recursos da Terra para 2026
04/08/2026
Onda de calor marinho nos Estados Unidos põe baleias e aves em perigo
04/08/2026
Detroit inaugura estrada com carregamento sem fio
04/08/2026
