
12/04/2018
Como uma das últimas cidades a ter trechos da Mata Atlântica, o Rio é repleto de parques urbanos, nem sempre bem conservados. Historicamente, a grande dificuldade dos seus gestores é a falta de orçamento próprio. Por isso, recentemente eles tiveram o que comemorar: um contrato de um ano foi firmado, no fim de março, contemplando reparos pontuais feitos por 78 funcionários, de auxiliares de serviços gerais a biólogos, em 14 parques, sendo a metade na região de Barra, Recreio e Jacarepaguá. É o Conservando Parques. A prefeitura anunciou também a retomada do programa Guardiões dos Rios, agora batizado como Conservando Rios. O Canal das Taxas, porém, um dos que mais recebem demanda de limpeza, não será contemplado, a princípio.
O contrato do Conservando Parques tem valor de R$ 3.948.206,34. Os recursos são oriundos da Ternium, que comprou a Companhia Siderúrgica do Atlântico. Pelos termos da transação, metade dos benefícios fiscais de R$ 170 milhões concedidos à empresa em 2005 deveria ser aplicada em medidas compensatórias ambientais. A Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) explica que, desde 2010, a empresa deixou de cumprir a determinação, mas a prefeitura voltou a cobrar a verba.
O principal objetivo do projeto foi garantir a contratação de pessoal, já que a mão de obra é escassa nos parques e bosques. Estarão à disposição 40 auxiliares de serviços gerais e trabalhos externos, 17 funcionários administrativos, oito vigias, três biólogos e dez motoristas. As unidades da Área de Planejamento 4 (Barra, Recreio, Vargens e Jacarepaguá) a serem atendidas são: Grumari, Prainha, Marapendi, Chico Mendes, Bosque da Barra, Mello Barreto e Bosque da Freguesia. Completam a lista, no restante da cidade, os parques do Mendanha, Dois Irmãos, da Cidade, da Catacumba, da Chacrinha, do Grajaú e Darke de Mattos, em Paquetá.
Nos últimos meses, a Seconserma fez vistorias para mapear as principais demandas. Ficou evidente a grande quantidade de pequenos problemas, de estruturas danificadas à falta de papel higiênico nos banheiros. Nas unidades que costumam receber mais visitantes, como era de se esperar, a ajuda se faz ainda mais urgente. O Bosque da Barra, por exemplo, costuma atrair entre 3.500 e quatro mil num fim de semana de sol. A expectativa é que receba mais cinco funcionários para atuar na manutenção e na parte administrativa.
Cada parque municipal tem sua vocação, que pode ser a visitação ou a preservação. A do Bosque da Barra é clara: o espaço se consolidou como um dos principais espaços para passeio no bairro, e fica lotado de famílias fazendo piqueniques nos fins de semana. Também são promovidas atividades como palestras sobre temas variados e aulões de pilates e ioga.
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